LDO projeta queda drástica nas despesas não obrigatórias até 2029
Verba para investimentos e custeio cairá de R$ 221 bilhões para R$ 8,9 bilhões em quatro anos
247 - A equipe econômica do governo federal projeta uma queda drástica nas despesas discricionárias ao longo dos próximos quatro anos. Segundo a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, apresentada na terça-feira (15), essa modalidade deve cair de R$ 221,2 bilhões em 2025 para R$ 8,9 bilhões em 2029 — uma retração acentuada de 96%. As informações são do Infomoney.
De acordo com as projeções, o montante disponível para os gastos não obrigatórios ará de R$ 208,3 bilhões em 2026 para R$ 122,2 bilhões em 2027. A tendência de queda aumenta nos anos seguintes, até chegar ao piso de R$ 8,9 bilhões ao final da década.
O cenário foi classificado como “comprometedor” pelo secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes, que alertou: “Isso já comprometeria a realização de políticas públicas".
Na prática, o corte sinaliza que, se não houver mudanças no arcabouço fiscal ou revisão de regras constitucionais, o governo ficará sem margem para implementar novas políticas públicas ou manter serviços básicos funcionando a partir de 2027 — ano imediatamente após as eleições presidenciais.
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