Egito se opõe à expulsão de palestinos e exige cessar-fogo imediato em Gaza
O presidente Abdel-Fattah El-Sisi defende plano árabe-islâmico de reconstrução e denuncia tragédia humanitária causada pelo genocídio israelense
247 - O presidente do Egito, Abdel-Fattah El-Sisi, reafirmou categoricamente sua rejeição a qualquer tentativa de expulsar os palestinos da Faixa de Gaza e voltou a cobrar o fim imediato da guerra no enclave. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23) pela agência Prensa Latina, com base em um comunicado oficial da Presidência egípcia.
Durante uma conversa telefônica com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, El-Sisi expressou preocupação com o agravamento da crise humanitária no território palestino e ressaltou a urgência de alcançar um cessar-fogo. “Nossa posição desde o início foi clara e inequívoca: exigimos um cessar-fogo, a libertação de reféns e detidos de ambos os lados, a entrega de ajuda suficiente à população e rejeitamos o deslocamento de palestinos de suas terras”, afirmou o líder egípcio, segundo a nota.
O presidente também detalhou os esforços que o Egito vem realizando para facilitar a entrada de ajuda humanitária em Gaza e aliviar o sofrimento da população civil, duramente atingida pela ofensiva militar de Israel, iniciada em outubro de 2023.
El-Sisi pediu apoio da comunidade internacional ao plano árabe-islâmico que visa reconstruir a Faixa de Gaza após o término das hostilidades. Segundo o presidente, a iniciativa busca não apenas a reconstrução física da região, mas também garantir a dignidade e o direito dos palestinos de permanecerem em suas terras.
Autoridades egípcias, incluindo membros do alto escalão do governo, vêm condenando reiteradamente a operação militar conduzida por Israel.
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